quinta-feira, 30 de setembro de 2010
noite de agosto
Juro, acredita em mim - a sala de visitas estava escura - mas a música me chamou para o centro. escureceu-se - eu estava nas trevas - senti que por mais que fosse escura, a sala estava clara. Agasalhei-me no medo - como ja me agasalhei de você em voce mesmo - eu tremia no centro dessa difícil luz. acredite em mim, embora eu naõ possa explicar - houve alguma coisa delicada e graciosa - como se eu nunca tivesse visto uma flor - ou como se eu fosse a flor - havia também uma abelha gelada de pavor. Diante dessa luz das trevas que era apenas uma flor - a flor estava gelada de pavor diante da abelha qe era muito doce - acredite em mim que também não creio. Que também não sei o que uma abelha viva de pavor quer na escura vida de uma flor - mas crê em mim - a sala cheia de um sorriso penetrante. Um rito fatal que se cumpria. - o que se chama de pavor não é pavor - é brancura subindo das trevas. Não ficou nenhuma prova - nada te posso garantir - eu sou a unica prova.
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